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viagem noturna

I.

chá mate bem amargo

adoço com duas colheres de açúcar

boto do lado da minha cama

espero esfriar

durmo sem beber, me esqueço, minha cabeça voa

e ele protege minha viagem

 


II.

não sei como aconteceu, mas tem a ver com uns sonhos estranhos. tem um que eu amo, onde me misturo junto ao orvalho. 

 

noutro uma cabeça fala agô" e me fala palavras intraduzíveis.

desenhos flutuantes, folhas de papel sobrepostas num cotoco de árvore

 

III.

pó ou cadáver gelado

se puserem um terno em mim eu grito, faço escarcéu

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