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LUAN LINKOSKI
viagem noturna
I.
chá mate bem amargo
adoço com duas colheres de açúcar
boto do lado da minha cama
espero esfriar
durmo sem beber, me esqueço, minha cabeça voa
e ele protege minha viagem
II.
não sei como aconteceu, mas tem a ver com uns sonhos estranhos. tem um que eu amo, onde me misturo junto ao orvalho.
noutro uma cabeça fala agô" e me fala palavras intraduzíveis.
desenhos flutuantes, folhas de papel sobrepostas num cotoco de árvore
III.
pó ou cadáver gelado
se puserem um terno em mim eu grito, faço escarcéu
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